Curto-circuito - Nerdson não vai à escola

Nerdson não vai à escola é um blog mui criativo. Trata-se de um dos ótimos trabalhos envolvendo quadrinhos publicados exclusivamente pela internet. Este blog vai além deles e explora com muita criatividade o tema nerd! Confira logo!

P.S.: Como hoje é dia dos namorados, resolvi publicar essa "tirinha" por ser bem genial! E vai um beijo pro meu amore! :-D

Ilha das Flores

Eu e a Mônica gostamos muito dos filmes do diretor Jorge Furtado. São engraçados, inteligentes e sempre têm um ótimo roteiro. Mas nunca tinha ouvido falar do documentário Ilha das Flores, produzido em 1989. Li sobre ele no blog Cena Brasilis no Judão e resolvi falar um pouco dele aqui.

Após procurar mais informações sobre ele na internet, percebe-se a grande importância dele já pela pequena lista de prêmios conquistados:

Melhor Curta - Festival de Gramado 1989
Melhor Roteiro - Festival de Gramado 1989
Melhor Montagem - Festival de Gramado 1989
Prêmio da Crítica - Festival de Gramado 1989
Prêmio Urso de Prata - Festival de Berlim 1990
Prêmio Air France como melhor curta brasileiro do ano 1990
Prêmio Margarida de Prata (CNBB) melhor curta brasileiro 1990
Blue Ribbon Award" no American Film and Video Festival, Nova York, 1991
Melhor Filme no 7º No-Budget Kurzfilmfestival, Hamburgo, Alemanha, 1991
Prêmio de Crítica - Festival de Clermont-Ferrand (França) 1991
Prêmio de Público - Festival de Clermont-Ferrand (França) 1991

No documentário é retratado o frio processo mecânico do sistema de trocas criado pelos humanos. Basicamente, segue-se a trajetória de um tomate colhido no sul do Brasil, descartado por uma vendedora de perfumes por julgá-lo inapropriado e alcançando seu destino final, alimento para miseráveis famílias obrigadas a aceitar restos de comida deixadas por empregados de um proprietário de porcos.

A narração do curta - pelo ator Paulo José - é feita de forma imparcial. Não há algum ponto de vista defendido pelo narrador. Mostra-se os fatos, eles são explicados didáticamente a quem assiste e então cabe a nós, seres de telencéfalo altamente desenvolvido e polegar opositor, julgá-los. Ou não.

Para assisti-lo, basta acessar nossa videoteca!

P.S.: No site Porta Curtas, é possível assistir não só Ilha das Flores mas como também diversos outros documentários. Dê uma olhada!

Nos tempos da Tec Toy


Quando pequeno - mais do que já sou - lembro-me muito bem de quando meu pai trouxe para casa o nosso primeiro videogame, o Master System 3. Durante um bom tempo, o esperto jogou muito mais que eu e meu irmão, já que éramos mui ruins! No entanto, após um certo tempo, começamos a dominá-lo! O videogame, não meu pai :-D! Jogos como Batman Returns, Masters of Kombat e o clássico Alex Kidd são alguns dos quais joguei bastante nessa época.

Após a queda de popularidade do Atari, o Master System tornou-se um dos consoles mais vendidos no país. Deve-se um pouco disso a parceria firmada entre a japonesa Sega e a brasileira e recém fundada Tectoy ao final da década de 80. O objetivo dela era desenvolver e produzir brinquedos de alta tecnologia, como o famoso Pense Bem, o qual também fez parte da infância de vários pirralhos dessa época. Eu demorei a ser um deles, mas ao menos minha versão foi mais moderna e bonitona!

Com o aumento de vendas do Master System no mundo todo, a Tectoy tornou-se representante da Sega no Brasil e passou a frabricar os consoles da empresa japonesa. Mergulhando ainda mais nestes tempos, como não entendia nada de conglomerados corporativos e a palavra globalização estava bem distante do meu entender, não sabia se era a Tectoy ou a Sega que criou o Master Sytem. Era tudo a mesma coisa! O importante era duelar jokenpo com os chefões sinistros de Alex Kidd e, caso perdesse, ficar puto e buscar o colo da mamãe.

Aqueles provavelmente foram os tempos áureos da empresa brasileira. Todavia, com a queda da popularidade do Master System e do Mega Drive, e a concorrente Nintendo dominando o mercado, os consoles da Sega foram parar no empoeirado fundão de vários armários brasileiros. E antes que o barco afundasse de vez, a Tectoy parou de fabricar apenas videogames e "ampliou" seu campo de atuação.

Atualmente, a empresa produz karaokês, dvd´s e mp3 players e variantes dos Master System 3 e Mega Drive 3, com centenas de jogos incluídos na memória. Há também um Mega Drive portátil que deve ser legal, e um bizarro cooltoy, como a empresa mesmo nomeou, o qual lê e-mails e "mais um infinidade de coisas" pra você! O nome da criatura é Nabaztag(?!?!) e até mesmo há como trocar suas orelhas(!?!?)!

A Tectoy, apesar de não ser tão conhecida como antes, a atual geração provavelmente nunca ouviu falar nela, foi, e talvez ainda seja, um importante exemplo empresarial no Brasil. Em que, consumidores e empresários preferem e investem mais no estrangeiro, resultando na minúscula porcentagem de produtos alto tecnológicos de origem brasileira. Tornando-se um verdadeiro refém em tecnologia de países norte americanos e europeus e fragilizado diante de crises de commodities.

Retornando o pensamento à minha infância, e a de vários outros, a verdade é que, às vezes, sinto vontade de esquecer todos esses complicados termos e assuntos corporativos, commoditais, tecnológicos e mercadológicos que tentamos entender, sentar-se novamente à frente da televisão e do Master System, assoprar e encaixar o cartucho do Masters of Kombat e tentar, novamente, detonar aquele chefão alienígena fodão!

P.S.: Pra quem quiser mais nostalgia, no blog quem matou a tangerina, o autor está escrevendo uma série sobre as coisas mais legais dos anos 90! Muito bom! Até o momento há dois posts e, para lê-los, clique aqui e aqui.

Alternativismos

Primeiramente, foi mal Mônica, mas esta template está muuuuito mais adorável! Hehehe... Só falta agora a salada para ilustrar mesmo!

Prosseguindo...

Muitas vezes encontramos, espalhados pelo mundo em que vivemos, seres que nos causam as mais variadas impressões: os “alternativos”, assim como eu gosto de me referir a eles. Mas o que seriam os alternativos? Resumidamente, eu diria que são pessoas que se dedicam em viver fora dos padrões comuns passados a nós pela “sociedade”, de gerações em gerações.

O que mais me intriga é que “ser alternativo” quase sempre está vinculado a ouvir algum estilo musical, geralmente algo dentro das subdivisões do rock. Dentre elas: punk rock/hardcore, grunge, metal, e, mais recentemente, o tal “emo”.

É difícil dizer o que leva alguém a se tornar um “alternativo”, pois várias coisas na vida podem levar uma pessoa a tal decisão. Coisas como querer impressionar algum(a) garoto(a) em especial; querer ser como o vocalista da banda da MTV, que possui um alargador de 20 milímetros em cada orelha; se revoltar contra a sociedade por seu pai ter se negado a financiar a balada do fim de semana; se identificar com algum ícone do rock e todas as drogas e álcool consumidos por este; entre outros.

Assim, eles surgem. Surgem e crescem em quantidade. Agrupam-se em “tribos”, assim como denominam programas fúteis como o Fantástico e Domingo Legal, e revistas teen tão indignas de crédito quanto tais programas. Logo, vestem-se geralmente de preto, e moldam seus corpos e almas de acordo com as premissas do seu estilo de escolha.

Surgem então as “guerras” entre as “tribos”, visto que os pontos de vista de uma tribo têm que ser, religiosamente, opostos aos das demais. Logo, todos se odeiam, pois um “alternativo”, que decidiu ser contra o mundo, tem a obrigação de ser também contra os que deveriam ser seus semelhantes.

Agora, deixando todo o sarcasmo e a ironia de lado...
Não tenho nada em especial contra alguém que decidiu fugir aos padrões da sociedade. Eu tenho sim MUITA coisa contra quem não consegue pensar por si próprio.

Muita gente decide ser diferente, e pensa que para isto basta lotar o corpo com piercings e tatuagens, ouvir música pesada, tocar (geralmente mal) algum instrumento, ser agressivo, encher a cara todo fim de semana... porém, tudo isto foi tão implantado nas cabeças de tais pessoas quanto os valores aos quais elas geralmente tentaram fugir no início.

Em tempos como os de hoje, a simples idéia de tentar fugir de padrões é algo muito louvável. Porém, a falta da devida análise e bom senso a respeito das decisões que tomamos é algo que geralmente põe todas as boas intenções a perder.

Ou seja: "Be Original!!!"

Filme Juízo - uma retratação da realidade de jovens infratores

Primeiramente, gostaria de deixar aqui registrado que eu não gostei da nova template, mas fui voto vencido (Gustavo e Bruno X EU) e que espero, em breve, ver uma apetitosa (hmm) salada estampando o topo do blog!! :-)

Depois do desabafo já posso prosseguir o meu post...
Em um sábado meu professor convidou a sala para ir ao cinema às nove horas da manhã assistir a um filme (que seria surpresa) e, após, fazer um debate. Isto é algo que sempre fazemos, mas antes íamos à faculdade mesmo e na parte da tarde. Mas acordar sábado de manhã depois de dormir na sexta de madrugada?! É, mas no final eu fui! Foi difícil, mas eu consegui vencer o sono e FUI! E que bom ter ido!

Assistimos ao ótimo Juízo, filme brasileiro da diretora Maria Augusta Ramos (vejam só a ficha da moça). O filme trata da questão de jovens infratores no Brasil, mas como a lei não permite que seus rostos sejam mostrados a diretora contou com a presença de jovens que vivem em risco social, ou seja, representam papéis ao quais estão acostumados a observar todos os dias. E fazem tudo de forma perfeita, como se infratores fossem. Já os demais personagens são reais.

É como se a câmera fosse deixada na sala de julgamento, e, as pessoas ali presentes não a percebessem. Por isso vemos uma juíza que realiza a audiência de forma mecanizada, lê os autos do processo, pergunta se tudo aquilo é verdade, dá um sermão no réu, o manda para o Instituto Padre Severino e depois chama o próximo. À defesa não é dada quase nenhuma oportunidade. Irrita o fato de ver o defensor público tentar se pronunciar e ser sempre cortado. Diferente do Ministério Público que é ouvido quando se manifesta.

Chama atenção quando esta mesma câmera é levada à “casa” de um dos jovens e nos revela as condições em que muitas pessoas sobrevivem. Em meio a porcos, cheia de crianças, muito pequena, enfim, um local precário e insalubre. Depois podemos adentrar na instituição Padre Severino. Esta não se difere da casa citada. Um local horrível, mal ventilado, o chão sempre molhado, um amontoado de jovens que ali foram depositados, sem nenhuma atividade produtiva e construtiva. Seria engraçado, se não fosse trágico, é que a lei fala em internação em estabelecimento educacional (vide Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei 8.069/90, art.112, VI). Assim, aquilo é um estabelecimento educacional.


Depois do filme fomos ao debate. Na mesa tivemos a participação de um jovem interno de uma instituição aqui da minha cidade. Ele parecia perdido e meio envergonhado. Não conseguiu entender uma pergunta que meu professor fizera (por mais clara que ela fosse). Mas disse que algo que para mim foi esclarecedor de todo aquele momento que passamos ali. Disse que não era sociedade. Definiu nestas palavras o sentimento de exclusão a que são todos os dias submetidos. Em uma entrevista que vi com Mv Bill ele disse que os jovens negros, brancos, ricos, pobres, todos eles querem as mesmas coisas, têm os mesmos desejos e o fato de uns poderem e eles não, de uns terem e eles não, os faz invisíveis, as pessoas passam por eles como por aquele cara do filme Ghost.

No fim, eu me senti envergonhada. Envergonhada por ficar com muita raiva quando não tenho dinheiro para ir a uma festa, ou para fazer uma viagem ou uma cirurgia estética. Recomendo a todos assistirem ao Juízo, para que também se envergonhem e para que isso seja um estímulo a uma mudança de postura em relação a esse sério problema no país.

O Caso de Veja

Atualmente, o jornalismo brasileiro têm merecido poucos méritos pelo seu trabalho em geral. Tratando-se dos grandes jornais, como Folha, Estadão e O Globo por exemplo, foram poucas as reportagens que chamaram minha atenção pela importância. Aqui em casa, assinamos Folha por um bom tempo, mas assim que terminada, não me preocupei se seria renovada ou não.

Não sou um caso isolado nesse sentido, várias pessoas abandonam os jornais por esse motivo e por vários outros. Isso é visto pela inegável queda de vendas dos jornais impressos. Assim como eu, as pessoas as quais interrompem a leitura diárias dos impressos, em sua maioria, voltam-se exclusivamente à internet e é nela que encontram vários dos melhores e mais importantes trabalhos jornalísticos no país.

Um deles trata-se da série de reportagens feitas pelo jornalista Luís Nassif, no qual é relatado a decadência de um dos maiores exemplos de anti-jornalismo do Brasil, a revista Veja. As série de erros, imprudência e descompromissos cometidos pela revista não limitam-se a apenas ela. Servem também para vários outros veículos impressos no país. Talvez por isso haja um estranho silêncio por parte dos outros jornais e revistas para discutirem o assunto. Já que o trabalho feito por Nassif teve grande repercussão na internet, mas não recebeu a relevância necessária na imprensa.

Apesar de estar bem atrasado em comentar sobre tal trabalho - já são 21 capítulos - e dele já ter sido fartamente discutido em vários blogs e sites - houve até mesmo um movimento para realizar um bombardeio google e relacionar a palavra Veja diretamente ao dossiê escrito por Luís Nassif - escrevo aqui essa importante dica para quem ainda não soube do caso Veja.

A série encontra-se no blog do jornalista e também em uma página criada no googlepages por Nassif especialmente para a publicação dos artigos. Abaixo, aproveito o post pra dar outras dicas de ótimos sites sobre política, jornalismo e tantos outros assuntos importantes.

Agência Carta Maior
Observatorio da Imprensa
Instituto Observatório Social
Oboré
Blog Entrelinhas
Blog do Mello
Via Política
Em inglês:
GNN
Greg Palast

Enfim Macanudo será publicado no Brasil

Recentemente escrevi um texto no blog sobre o cartunista argentino Ricardo Liniers. Comentei nele que seu trabalho até o momento não havia sido publicado em nosso país. Mas, por coincidência, li hoje no site Universo HQ que finalmente teremos em nossas livrarias o primeiro volume de Macanudo! O álbum sairá pela editora Zarabatana. A qual publicou obras como Pyongyang de Guy Delisle e Maakies de Tony Millionaire.

Bom, agora é arrecadar a verba e esperar pelo livro! E pra conferir mais detalhes, como por exemplo, que várias editoras já se interessavam em publicar Liniers, basta clicar aqui e ler a nota completa no próprio site.

Cinco textos sobre o novo Acordo Ortográfico

As dicussões sobre o novo Acordo Ortográfico estão sendo mais frequentes na mídia. Aprovado pelo governo Português recentemente, um dos entraves na aplicação das mudanças previstas no acordo, e com Brasil já programando alterações oficiais em apostilas didáticas, é bom darmos uma olhadinha sobre o que vai mudar, por quê ainda não vimos, ou melhor, lemos as alterações em textos publicados por aqui e um pouco do histórico sobre esse tal acordo.

  • Flash simplificado e explicativo demonstrando algumas mudanças que serão adotadas no acordo. Originalmente publicado no G1.
  • O melhor e um dos mais visitados textos sobre o assunto na internet encontra-se no blog de Leonardo Fontenelle. Abaixo estão três artigos escritos por ele, organizados pelas datas.
  1. http://leonardof.org/2007/08/10/
  2. http://leonardof.org/2008/03/29/
  3. http://leonardof.org/2008/05/18/

    No primeiro texto há também outros links para outros artigos a respeito do novo Acordo Ortográfico.
  • Também é bom colocar a opinião dos nossos colonizadores, certo? Pesquisei no Google textos escritos por portugueses para ler sobre as alterações previstas no acordo sob o ponto de vista deles no assunto. Entre os que li, considerei esse o melhor. Escrito por João Malaca Casteleiro, professor da Faculdade de Letras de Lisboa, publicado no site do Diário de Notícias. Clique aqui para lê-lo.

Último capítulo da novela Pesquisas com Células-tronco embrionárias. Será?

STF(foto do site)

Esta semana (finalmente) o Supremo Tribunal Federal julgou improcedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade do art.5º da Lei 11.105/2005 proposta pelo então Procurador Geral da República, Cláudio Fonteles. Esse assunto está um tanto quanto “batido”, mas tem uma coisa que não entra na minha cabeça: Por que diabos no Brasil se criam polêmicas desnecessárias?

É tão simples, veja: as pesquisas com células-tronco embrionárias são importantes para tratamentos de diversas doenças; deve-se ter, portanto, uma lei que regulamente tais pesquisas; esta lei é criada e pronto, o cientistas são agora autorizados a fazer aquilo que devem, tentar dirimir o sofrimento das pessoas em busca de qualidade de vida.

Como bem disse o ministro do Supremo, Joaquim Barbosa, a vedação dessas pesquisas “significa fechar os olhos para o desenvolvimento científico e os benefícios que dele podem advir”.

Destaco também o voto de Ellen Gracie, pois ela disse exatamente o que eu penso: “o pré-embrião também não se enquadra na condição de nascituro, pois a este, a própria denominação o esclarece bem, se pressupõe a possibilidade, a probabilidade de vir a nascer, o que não acontece com esses embriões inviáveis ou destinados ao descarte”.

Ora, os embriõezinhos-picolés estavam lá, sobrando sem qualquer expectativa de se aquecerem no ventre de suas mamães, e, ainda dizem que isto é vida?! Me lembro de uma matéria, suuper tendenciosa, que saiu como capa na Folha sobre um menino que é fruto de um embrião congelado por anos (não sei ao certo quantos anos e também não estou afim de procurar). Então quer dizer que estaríamos matando vidas em potencial?

Para algumas pessoas sim. E o problema principal, acredito eu, é que para estas pessoas contrárias às pesquisas, como Fonteles, a motivação é religiosa. Segundo ele sua ação foi impetrada “à luz do Direito”, mas o texto legal, como qualquer texto, é passível de interpretações diversas, e ter uma forte base teológica influencia, e muito, nesta interpretação. E, em um Estado LAICO, isto é inaceitável. O bom é que desta vez o STF agiu de forma sensata.

Além disso, a Lei de Biossegurança estabeleceu uma Comissão Técnica Nacional de Biossegurança. Não seria isso algo mais a importante a se discutir? Este conselho está agindo e fiscalizando o que tem se produzido de pesquisa no Brasil? Não seria muito, mas muito mais importante estarmos discutindo sobre os produtos agrícolas geneticamente modificados? Mas, certamente os “lobbys multinacionais” não querem que isso seja seriamente discutido.

Acho que um assunto também que deveriam discutir é aquela capinha maio batman que eles usam nas sessões. Meio breguete! É por isso, e só por isso, que eu não quero nunca me tornar ministra da nossa corte suprema.

Tirinha - La Vie En Rose

Diretamente do site de Adão Iturrusgarai.

Momentos memoráveis de Hard Boiled

Hard Boiled é um termo inglês para designar uma pessoa insensível, durona que recorre a atitudes mais práticas, deixando de lado o sentimentalismo, etc. Também foi usado para denominar um genêro de ficção literário policial muito popular nos anos 20 e 40. Neles, o protagonista, geralmente um detetive, além de resolver mistérios, passa por várias situações de risco, além de ter os adjetivos já citados no início. Também dá nome ao ovo cozido, mas isso não vem ao caso agora! O que vem ao caso é que, Hard Boiled, é o título de um dos melhores filmes de ação já feitos.

Antes de falar sobre esse grande clássico, é bom salientar que sou um grande adorador de filmes de ação cujo principal próposito é entregar um bom momento de puro entretenimento. Dane-se os furos no roteiro, e daí que a munição não termina nunca? e quem foi o fraco que disse que diálogos são extremamente importantes?! Hard Boiled, ou Fervura Máxima em sua tradução brasileira, enquadra-se exatamente nesse grupo. Tiros, tiros e mais tiros. Algumas cenas sentimentais aqui e ali, como a morte do grande amigo e parceiro e o drama de um policial infiltrado o qual perde a noção de seu verdadeiro caráter são exemplos. Mas, fora isso, é ação pura. E mui bem trabalhada.

John Woo, um ano antes de embarcar para Hollywood, dirigiu e escreveu esse que seria o principal exemplo para demonstrar suas habilidades atrás das camêras com o genêro de ação. Algumas características marcaram seus filmes, como os famosos saltos de Chow Yun-Fat armado com duas pistolas e mandando bala - o qual, aliás, foi inspiração do bullet time criado no jogo Max Payne - como também a perfeita sincronização de camêras em várias cenas, característica a qual rendeu a eufórica e marcante sequência do hospital nos momentos finais de Hard Boiled. Aliás, há um momento nela em que a camêra filma 2 minutos e 42 segundos sem cortes! Algo raro em filmes de ação.

Bom, chega de papo furado e vamos logo ao que interessa. Leia abaixo alguns momentos memoráveis de Hard Boiled, e se você ainda não o assistiu, vá de uma vez, pois filmes como A Cor Púrpura são coisas para garotinhas mimadas.

* A primeira cena de tiroteio do filme é espetacular. Tequila(Chow Yun-Fat) e seu parceiro(Sei lá) entram em um restaurante para prender um grupo de contrabandistas de armas. Com uma gaiola contendo três pistolas(?), Tequila tenta surpreender os bandidos em um momento de distração. É claro que não dá muito certo e é tiroteio e morte pra todo lado! Inclusive do Sei lá! O que irá render a famosa busca pela vingaça pela morte do parceiro de Tequila.

*A polícia recebe um chamado em uma biblioteca. Um criminoso foi assassinado no local, na mesa onde foi assassinado, há uma poça de sangue sobre onde a cabeça do morto está apoiada. Tequila observa que na poça há a marca exata de um livro qualquer da biblioteca. Ele, então, em uma cena mesclando os passos de Tequila e o assassino, perfaz o caminho seguido pelo último, e, de primeira, encontra o livro que estava na mesa quando o criminoso foi assassinado! Dentro do tal, encontra-se a arma usada no crime!

*Tony, o assassino citado acima - na verdade um policial infiltrado-, participa de um grande assalto a um galpão de seu antigo chefe. Não é necessária muita descrição nessa cena, é simplesmente fogo pra tudo quanto é canto do recinto! Logo após o assalto, com um saldo mega negativo dos capagandas do antigo chefe de Tony, Tequila, sozinho, entra lançando granadas por todo o lugar e atirando em tudo e todos. Sobra apenas Tony e Mad Dog, aquele típico vilão muito malvado que morre no final do filme, ambos duelam com Tequila, mas a contenda termina empatada.


*Tony e Tequila, agora sabendo a identidade do primeiro, estão no hospital e devem aniquilar os caras maus que sequestraram vários pacientes e empregados do local. É aqui que rola a sequência dos dois enviando bandidos para o inferno sem parar. Uma cena mui bem feita. Tão boa como ela, apenas vi em Old Boy.

*Tequila, ainda no hospital, tem que salvar um bebê o qual não foi resgatado a tempo pelos policiais. Tendo o cuidado de colocar algodões no ouvido da criança - mesmo que isso na realidade pouco adiante para os estouros que vão rolar logo em seguida - ele começa a cantar um rap(?) para acalmá-lo, enquanto vai matando alguns dos sequestradores. Cena genial! Após a carnificina, o prédio está prestes a explodir - arrá! por essa ninquém esperava - e ele terá que voar rápido dali. Mas eis que Tequila encontra um cabo elétrico(?) para escapar e pula por uma janela do hospital.

*Cena final! O chefão pegou Tony e usa-o como escudo humano. Enquanto faz exigências para que todos os policiais se afastem, também exige que Tequila dê tapas em seu próprio rosto(?). Coitado! Mas - óh! - em um momento de distração, Tony, em um ato heróico, atira em si mesmo e atinge o traficante de armas. Nesse momento, Tequila usa suas habilidades balísticas super especiais e acerta um tiro direto no olho do chefão!

P.S.: Isso ficou extremamente enorme.

Links:
Hard Boiled no IMDb
Artigo no Omelete - Os maiores valentões do cinema

3° Vertentes Musicais

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O 3° festival de música intitulado Vertentes Musicais, que acontece em São João Del Rei (MG) há três anos em média, foi para mim uma surpresa muito grande. Sabe aqueles programas que você topa fazer só por que quer dar uma fugidinha de sua rotina habitual? Foi assim que eu me senti quando encarei quatro horas de viagem daqui de Divinópolis para São João, a convite de uma amiga de um festival anterior.

Porém, ao chegar na cidade e me dirigir ao conservatório onde efetivei minha inscrição, comecei a perceber que a coisa ia ser um pouco diferente do que eu imaginava. A princípio, tudo muito bem organizado, cada participante bolsista seria direcionado ao seu quarto no alojamento, um hotel muito bem situado no centro da cidade, e receberia os cupons que valiam suas refeições. Tinha direito até a crachá com foto tirada na hora!

No mais, tudo fluiu extremamente bem, o professor de viola, Renato Bandel, foi incrível. Mesmo que eu já tivesse tido a experiência de ser aluno dele anteriormente, ele não falhou em me surpreender. Residente em São Paulo, Bandel foi formado em música na Alemanha, onde foi estagiário da Orquestra Filarmônica de Berlim, e onde conquistou também seu doutorado em música, então você sabe o que pode esperar ao se deparar com um cara desses. E o ele ainda me aparece em uma aula com uma camisa do “Delicate Sound of Thunder”, do Pink Floyd.

Muitos dos outros professores eram efetivos no curso de música da UFSJ, um curso novo que tem dado muito certo, aparentemente devido ao alto nível dos professores contratados, e ao tamanho comprometimento da faculdade com os alunos. São João é, aliás, uma cidade que já possuía uma vasta tradição musical mesmo antes do curso de música vir à sua federal.

Além de tudo, a cidade foi muito acolhedora, assim como os professores e alunos da UFSJ, o que dá uma idéia do quão prazerosa tem sido a relação criada entre os envolvidos no

curso de música. Foi muito bom compartilhar desse sentimento por alguns dias.

Bom, nem tudo são rosas, então sou forçado a reclamar das vinte vagas para viola que foram dadas para serem distribuídas entre um único professor, em quatro dias de festival, sendo que a falta de uma prévia distribuição deste tempo ainda contribuiu para que ele se tornasse ainda mais escasso. Porém, devido ao nível do sujeito, minha única aula individual com o Renato foi o suficiente para pagar pela minha viagem.

Portanto, se você é músico sério, gosta de participar de festivais, e mora na região, o próximo “Vertentes Musicais” provavelmente será uma ótima pedida para você.